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AS PIRÂMIDES

terça-feira, 25 de outubro de 2011

  AS INTRIGANTES PIRÂMIDES

Fonte: Revista Planeta Extra - PIRÂMIDES
Os dois grandes monumentos de pedra da face da Terra - as pirâmides do Egito e do México - estão intimamente relacionados entre si. Uma linha parece uni-los, traçando sobre o planeta um braço colossal, em forma de suástica. Orientada para a esquerda, esta suástica indica o caminho do Sol, em seu trajeto oriente-ocidente. Esta, porém, é apenas mais uma hipótese levantada em torno do mais fabuloso enigma de todos os tempos:



O que eram as pirâmides?

 





POR J. C. A. KUHL



Não é ao acaso que se deve atribuir a forma das pirâmides, Seus construtores tinham em mente objetivos definidos. Podemos distinguir dois: o simbólico e o prático, embora ambos possam estar unidos.

O simbolismo é claro: a pirâmide. representa a Montanha Sagrada de todas as mitologias; o Olimpo; a Torre de Babel (figura), com a qual os mortais procuram aproximar-se dos deuses e heróis; o Monte Sinai, onde Deus entrega as tábuas da Lei; e Aztlan, a montanha primordial dos astecas.

 

Capítulo 43, versículo 12 de Ezequiel:

"Eis a lei do templo: no cume da montanha, todo o espaço que rodeia o lugar é sagrado. Tal é a lei relativa ao templo."



No capítulo 21 do Apocalipse está escrito:

"Levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, revestida da glória de Deus ... A cidade formava um quadrado: o seu comprimento igualava a largura."



Em resumo, é o símbolo da união entre o céu e a terra.

A forma primordial lembra o triângulo, que exprime a Trindade, encontrada em todas as religiões.

 
No Egito é Amon, Mouth e Khons; na Índia é Brama, Vishnu e Shiva; nas lendas escandinavas, os três filhos de Bore. O número três indica, entre outros conceitos, o fogo: luz, chama e calor; o tempo: passado, presente e futuro; a família: pai, mãe e filho, inclusive as famílias sagradas, como Osíris, Ísis e Hórus.



A forma triangular, assentada sobre uma forma quadrangular, exprime a soma 3 mais 4 = 7. Sete, o número mágico. 

Além do objetivo simbólico, havia a intenção técnica. A forma piramidal produz um ou mais tipos de energia, que ainda não identificamos, mas que podemos observar em seus efeitos. O departamento de patentes da República checoslovaca registrou, em 1959, sob o número 91.304, o "afiador de lâminas pirâmide de Quéops", de autoria de Karel Drbal, residente em Praga. Drbal, que é engenheiro eletrônico, observou que, colocando uma gilete no interior de uma pirâmide de cartolina, após o uso, conseguia barbear-se até duzentas vezes com ela. Anos atrás, um viajante, Bovis, visitando a Grande Pirâmide do Egito, observou que os pequenos animais, como gatos, que entravam no edifício e lá  morriam, desidratavam-se, transformando-se em múmias naturais. A publicação das observações de Bovis é que despertaram o interesse de Karel Drbal.



Certas correntes do ocultismo prático atribuem a cópias em escala da pirâmide de Quéops, cobertas com inscrições mágicas, virtudes curativas. A semelhança entre a forma das pirâmides e a dos cristais, como o cristal de magnetita, sugere uma possível relação entre o fenômeno magnético e a energia desconhecida.



CONTROVÉRSIAS SOBRE A IDADE DAS PIRÂMIDES

Para a ciência acadêmica, os monumentos não teriam mais que 5 mil anos; já para os ocultistas, seriam, sem dúvida, anteriores ao Dilúvio.

Os arqueólogos que se dedicam às civilizações da Meso-América, que compreende partes do México e América Central, afirmam que a pirâmide do Sol, em Teotihuacán, foi erguida em alguma época entre o 49 e o 79 séculos da era cristã, no período denominado.



UM SEGREDO IMPENETRÁVEL

Clássico. Já não tem o mesmo ponto de vista o escritor e explorador francês Marcel Horhet, em cujo livro Os Filhos do Sol lemos: "Sabemos ademais que a orientação da pirâmide de Teotihuacán, no México, permite, servindo-se de cálculos astronômicos, fixar a data em que foi erigida, isto é, no ano de 4727 a.C."



Portanto, uma discrepância de mais de cinco milênios! A diferença de Cálculos é ainda maior, em se tratando das pirâmides do Egito. Se nos basearmos no que nos informa Heródoto, crendo nas palavras por ele ouvidas dos altos sacerdotes de Tebas, o período histórico do Egito seria de 11.340 anos, quando a nossa ciência oficial calcula no máximo 6.500 anos



Para os ocultistas, a realidade é diferente. Antigos documentos sagrados relatam que foi no tempo em que Alpha Polaris era a estrela polar que se deram as construções, ou seja, há cerca de 31.150 anos. Segundo estes textos, os monumentos teriam sido erguidos por altos sacerdotes da civilização que existia no continente, hoje desaparecido, da Atlântida. Mais tarde, foram reconstruídos pelos faraós da IV Dinastia, com o auxílio dos hierofantes egípcios, que conservavam em seus arquivos secretos a valiosa herança da tradição dos atlantes e sua contagem de tempo.



AS PIRÂMIDES E OS PERSONAGENS DO VELHO TESTAMENTO

Segundo lendas árabes, a pirâmide de Quéops é o túmulo simbólico do profeta Enoch. As outras duas do sítio de Gizé também teriam origem em personagens bíblicos: a pirâmide de Quéfren seria o túmulo simbólico de Seth, filho de Adão e mestre de Enoch. Por analogia, deduzimos que a terceira pirâmide, a de Miquerinos, seria a sepultura simbólica de Adão, e a distância e diferença de  orientação das construções correspondem às épocas distintas em que viveram os três seres.



Para Charles Piazzi Smyth, a Grande Pirâmide do Egito foi construída, sob orientação divina, pelo ser que em Gênesis, 14, 18, é assim descrito: "Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus altíssimo, mandou trazer pão e vinho." Este personagem, no livro dos Salmos e na epístola aos Hebreus capo 5, 5 e 6, passa a simbolizar o Messias. Diz-se de Jesus:

"Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque" (Sl 109, 4).



O Templo de Salomão, cujo planejamento recordava os templos egípcios, era uma cópia duas vezes maior do antigo tabernáculo, o qual, segundo Josefo e outras fontes, era uma imitação do cofre sagrado em que era encerrado o corpo de Osíris e denominado Tabernáculo de Ísis, que os sacerdotes egípcios carregavam em procissão nas grandes cerimônias de culto e, principalmente, nos ritos de iniciação. Ora, as grandes pirâmides eram os locais iniciáticos por tradição, dedicados a Ísis e Osíris. Não seria demais lembrar que Moisés foi educado na corte egípcia.



As faces da Grande Pirâmide do Egito, hoje em degraus, eram outrora lisas, refletindo o Sol, como espelhos de calcário. A cobertura foi destruída por um terremoto e os restos usados para reconstruir a cidade do Cairo, no fim do século 12 de nossa era. A descrição dada em Apocalipse 21, 11 para a Cidade Santa. poderia aplicar-se para a aparência primitiva da pirâmide de Quéops:

"Assemelhava-se seu esplendor a uma pedra muito preciosa, tal como o jaspe cristalino."



AS COINCIDÊNCIAS DE QUÉOPS E TEOTIHUACÁN



São tantos os fatos que unem as grandes pirâmides do Egito e do México que a costumeira explicação de "coincidências" não se aplica, apesar da enorme distância geográfica.



Dimensões: a altura da pirâmide de Quéops está por volta de 146m; a da pirâmide de Teotihuacán é de 66m. Como nenhuma das duas medidas é segura, pelas dificuldades causadas por se tratar de ruínas, podemos afirmar que a altura da segunda é aproximadamente a metade da primeira. A largura da base da pirâmide de Quéops gira em torno de 230m, enquanto a de Teotihuacán tem 'dois lados com 230m e os outros dois com 220m. Portanto, mais ou menos a mesma base.



Em síntese: a pirâmide do Sol, de Teotihuacán, tem aproximadamente a mesma base e metade da altura da pirâmide de Quéops, em Gizé, a qual, segundo autores antigos, seria também dedicada ao Sol.



Localização: o Trópico de Câncer, que não foi traçado a esmo, mas como linha solar, aproxima também as duas construções. A pirâmide do Sol situa-se ao sul do Trópico de Câncer, a distância semelhante à que está, ao norte da mesma linha, a região de Gizé. Esta singular disposição traça sobre o planeta o braço de uma colossal suástica sinistrógina, ou seja, orientada para a esquerda, indicando assim o caminho do Sol, que nasce no Oriente e se poê no Ocidente. Algumas escolas filosóficas defendem o ponto de vista de que a civilização segue o caminho do Sol, justificando-se assim duas grandes pirâmides, uma no Oriente e outra no Ocidente.



Pedro Calmon refere-se a este fenômeno em seu livro O Rei Cavalheiro: "O sol da cultura declinava do Oriente para o Ocidente.

,A vez da Ásia passara; a vez da Europa chegava ao termo; na América, madrugava."



Medições astronômicas: se multiplicarmos a altura original da pirâmide de Quéops por um milhão, teremos aproximadamente a distância da Terra ao Sol, ou seja, 1 49.450.000km. Do mesmo modo, se multiplicarmos a altura da pirâmide do Sol pela menor largura de sua base, teremos um número perto da menor distância da





UM SEGREDO IMPENETRÁVEL

Terra ao Sol, o número de 145.200.000 km; se multiplicarmos a sua altura pela maior largura, teremos aproximadamente a maior distância Terra-Sol, ou seja, 151.800.000km. Coincidências? Mesmo que fossem, teríamos ainda as seguintes: o meridiano que passa pelo centro da pirâmide de Gizé divide continentes e oceanos em porções iguais; a circunferência da pirâmide dividida pelo dobro de sua altura nos fornece o famoso número de Ludolf, pi = 3,1416.



O MISTÉRIO DO TÚMULO REAL DE PALENQUE

Não é apenas em Teotihuacán que encontramos uma grande pirâmide relacionada às do Egito. Há muitos fatos que sugerem uma ligação entre o México e o Egito antigos; entre eles, o sarcófago descoberto pelo arqueólogo Alberto Ruz Lhuillier em 1952, na localidade mexicana de Palenque, em Chiapas. Após vencer grandes obstáculos, Alberto Ruz descobriu uma escadaria subterrânea secreta, que levava a uma enorme cripta, encravada na pirâmide denominada Templo das Inscrições, onde se encontrava um impressionante sarcófago de pedra.



Após a abertura, deparou com o esqueleto de um homem de idade mediana, bem mais alto que o maia comum (o esqueleto media 1,73m) e sem as deformações dentárias que a nobreza costumava trazer. Provavelmente o personagem, que trazia sobre a face uma magnífica máscara de jade, não era maia de origem, Comenta o próprio descobridor: "O Túmulo Real de Palenque, como é hoje popularmente denominado, com certa propriedade intuitiva, talvez nos aproxime mais do conceito egípcio se admitirmos que a pirâmide que o ocultava, embora sustentasse um templo, foi também construída para servir de grandioso monumento funerário."



O cientista está convencido de que tais paralelismos não representam nenhum contato cultural entre Egito e América, pois estas civilizações estiveram separadas por intransponíveis barreiras no espaço e no tempo.

As recentes expedições de Thor Heyderhal, em embarcações idênticas às usadas pelos antigos navegantes, provaram que tais barreiras afinal não eram assim tão intransponíveis.



QUÉFREN: UM DESAFIO ÀS LEIS CIENTíFICAS



O enigma que envolve as pirâmides se manifesta também de modo palpável e comprovável cientificamente na de Ka-F-Ra ou Quéfren, na área de Gizé.

Um empreendimento envolvendo um milhão de dólares foi tentado pela Universidade Ein Shams, no ano de 1968, para radiografar aquela construção, que a ciência julga datar de algum período entre 2200 e 2700 antes da nossa era, e que tem quase o mesmo tamanho da pirâmide de Quéops (Khufu), a qual está situada a pouca distância da mesma.



Os pesquisadores procuravam galerias e corredores secretos no interior daquela montanha artificial e, quem sabe, a sepultura do faraó. Em 1969, um moderno computador IBM foi cedido à universidade. No dia primeiro de julho, o dr. Amr Goheb, que dirigia o projeto, declarou ao Times de Londres que o que ocorria na pirâmide "desafia todas as leis conhecidas da ciência e da eletrônica". O resultado das irradiações dos aparelhos e seu registro pelos computadores desconcertou o doutor: "Isto é cientificamente impossível." No entanto, estava acontecendo ...



O doutor Goheb declarou ainda: "Ou a geometria da pirâmide apresenta um erro substancial, o que invalida nossas leituras, ou existe ali um mistério além de toda explicação - chamem-no pelo nome que quiserem, ocultismo, maldição do faraó, feitiçaria, magia... -, existe ali uma força que desafia as leis da ciência."



Portanto, aqui, a estranha energia das pirâmides desorganiza os registros de nossos computadores e confunde nossos cientistas!



SUPOSIÇÕES SOBRE A FINALIDADE DAS PIRÂMIDES:

o mais profundo mistério envolve a verdadeira finalidade das pirâmides, pois, devido ao enorme esforço técnico, humano e material despendido, só faria sentido se seus construtores tivessem em mente algo grandioso e solene. Ainda hoje não atinamos com precisão para este objetivo.



Os historiadores acreditam que eram pura e simplesmente túmulos no caso egípcio e bases para os templos na Meso-América. O fato de os túmulos serem tão grandes no Egito seria o reflexo da rígida organização teocrática que regia aquele povo.

Tal não é a interpretação dos teósofos. Para eles, as pirâmides eram utilizadas no Egito Antigo para a iniciação dos faraós e de certos membros da nobreza e da

família real nos sagrados rituais Secretos de Ísis e Osíris, a Mãe e o Pai simbólicos da Sagrada Família egípcia.



Quanto ao sarcófago de pórfiro (um mineral) encontrado no interior da pirâmide de Quéops, não seria para enterrar morto algum. Tratava-se da simbólica "fonte batismal", na qual o neófito, candidato à sabedoria dos deuses, era mergulhado. Após o batismo, o candidato renascia e se transformava no homem perfeito.



Seria esta a utilidade das pirâmides encontradas também no Brasil, na cidade goiana de Paraúna, onde, perto de um túnel com paredes lisas e paralelas ao solo até certa distância, que depois entram no interior, localizaram-se "enormes blocos de pedras, dispostos em pirâmides e circundados por um colar de pedras menores hexagonais". Podemos lembrar também os tradicionais chapéus com que são representadas tanto as fadas como as bruxas da lenda. Eles eram em forma de cone, assemelhando-se às pirâmides. Do mesmo modo, os chapéus usados por religiosos e membros de sociedades secretas, como, por exemplo, a Ku Klux Klan, que, juntamente com a capa, transforma todo o corpo de seu portador em uma pirâmide humana.



As pirâmides, saindo da terra apoiadas em sua base quadrada e elevando-se ao céu em triângulo, simbolizam e exprimem de forma magnífica o insigne anseio de todo homem ao espírito.



Os humanos arquitetos daquelas obras de arte em pedra simbolizaram nelas o maior de todos os arquitetos: a divindade.



Arqueólogos mexicanos do Instituto Nacional de Antropologia e História descobriram sob a pirâmide do Sol, em Teotihuacán, uma enorme caverna de 250 metros de comprimento e 5 metros de altura.



A gruta, cinco metros abaixo do nível do solo, é orientada no sentido leste-oeste (o mesmo dos trópicos) e situa-se precisamente sob a parte central da construção. A galeria, que aproveitou uma concavidade natural, parece-se ao passadiço de um barco, dividido em duas partes, com a faixa divisória exatamente no centro da pirâmide.



Descoberto casualmente em 1972, quando uma forte chuva revelou sua embocadura, o subterrâneo assemelha-se a um longo túnel, no fim do qual se acha uma câmara. Também foram localizados, quase no final da cova, três caminhos que se abrem como um trevo de três folhas.



Na câmara foram encontrados ossos humanos que permitiram aos cientistas datar a presença de homens na gruta em cerca de 300 anos antes de Cristo, e peças de cerâmica ricamente trabalhadas, com desenhos e inscrições desconhecidas.



Na pirâmide da Lua, que os teotihuacanos ergueram em frente à do Sol, no entanto, não se achou nenhuma gruta por ora. A gruta do Sol tem as paredes aplainadas com adobe e argila negra, sem desenhos ou decorações, e os pesquisadores, que só revelaram a descoberta em julho de 1974, acreditam que ela teria servido, no período pré-clássico, como câmara ritual.



Pirâmides na China

Revista Sexto Sentido - nº 18
Apesar de geralmente ser associadas à América e ao Egito, as pirâmides também existem na China. E mesmo que o assunto não seja muito divulgado, os pesquisadores costumam associar as construções chinesas à presença de extraterrestres no passado das civilizações do planeta.

Dizem que existe mais de uma centena de pirâmides, a maioria localizada na região central da China, perto de Qin Chuan e da cidade de Xian. A primeira vez que se falou sobre elas parece ter sido na virada do século XIX para o XX, quando dois negociantes australianos viajavam pela região e visitaram as construções.

Atualmente, não se tem muita informação sobre qualquer pesquisa sendo realizada, Na verdade, os estudiosos dizem que o governo chinês tem feito de tudo para negar a existência dos monumentos, afirmando que eles não passam de montes de terra. Eles estariam cobrindo as pirâmides com árvores para dar a impressão de serem acidentes geográficos naturais.

As lendas em torno dessas estruturas, no entanto, dizem que elas são muito antigas, anteriores até mesmo aos registros existentes sobre a região, e que atingem mais de 5 mil anos. Esses negociantes ouviram a história de que as construções tinham sido erigidas numa época em que os velhos imperadores reinavam na China. Segundo se diz, esses imperadores não eram originários da Terra, mas descendiam dos filhos do céu, que teriam descido até aqui em seus dragões metálicos.

As pirâmides, ao contrário das suas semelhantes mais conhecidas, não são feitas de pedra, mas de argila, e se encontram em péssimas condições de conservação. Como ocorreu com algumas ruínas no Peru e Bolívia, os habitantes locais retiraram material das construções para aproveitar em suas próprias casas. A maioria das pirâmides tem entre 25 e 100 metros de altura, com exceção da que ficou conhecida como a Grande Pirâmide Branca, com 300 metros de altura. Qualquer visita à região é muito complicada, uma vez que nas proximidades existe uma base de lançamento de foguetes do programa espacial chinês e a segurança é muito grande.

Quem teria construído tais monumentos ainda vai dar o que falar aos arqueólogos e pesquisadores autônomos. Percebe-se claramente que elas seguem o mesmo estilo das encontradas na América Central e do Norte, mas já se falou que a Grande Pirâmide Branca pode ter correlações arquitetônicas com a pirâmide de Gizé. De qualquer forma, seu tamanho é majestoso o bastante para impressionar qualquer um.
Seja qual for o rumo dos estudos sobre pirâmides nos próximos anos, ainda há muito o que ser dito, sejam elas de origem terrestre ou não.




 AS REVELAÇÕES DE QUEÓPS, A GRANDE PIRÂMIDE:



Fonte: http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com/2009_02_01_archive.html



O Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela arqueologia. Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China não têm mais de 4400 anos.



Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito - no ano em o Pe. Moreux escreveu o livro não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.



Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de animais ‒ como narrou o historiador grego Heródoto (II, 124).



Alguns blocos têm 10 metros de extensão. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas. Não se consegue passar o fio de uma faca entre pedra e pedra, de tal maneira estão bem encaixadas sem usar cimento algum.



As pirâmides serviram de túmulos para faraós e magnatas. Mas, a de Quéops é intrigante.



Certamente jamais houve nela múmia alguma. Os nomes câmara do rei, câmara da rainha no caso de Quéops são fantasiosos. Não há inscrições funerárias como nas outras.



No local onde deveria haver um sarcófago, na câmara do rei, só há uma bacia de pedra admiravelmente entalhada.



O Pe. Moreux sublinha:“a Grande Pirâmide não é um túmulo. Então, com qual finalidade foi construída? Mistério”.



POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO

Coordenadas do Nilo



Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência. Então, constatou que a prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais.



Pontos cardeais



Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com exceção de Quéops, elas estão mal orientadas. Para não errar é preciso vencer sérias dificuldades, porque a bússola aponta para o Pólo magnético e não para o Pólo geográfico. A estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Pólo, porque a Terra tem um movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóboda celeste.



O famoso astrônomo Tycho Brahe (1546-1601), errou em 18 minutos de arco a orientação do célebre Observatório de Urianenbourg. Mas a Grande Pirâmide apresenta um erro mínimo, como se seus arquitetos conhecessem o que milênios depois, a ciência estabeleceria com ingentes sacrifícios.



O meridiano terrestre



Hoje se utiliza o meridiano de Greenwich para dividir a Terra, iniciar os horários e os dias. Porém o meridiano ideal é o da Grande Pirâmide. “Porque é o que atravessa mais continente e o mínimo de mares. Aliás, ele é exclusivamente oceânico a partir do estreito de Behring e, coisa mais extraordinária ainda, se se calcula exatamente a extensão de terras que o homem pode habitar, verifica-se que o famoso meridiano as divide em duas partes rigorosamente iguais”.



Como os construtores da Grande Pirâmide teriam podido mensurar a Terra toda?



O paralelo mais terrestre





“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte. O que constatamos? Esse círculo traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental. Ora, é precisamente sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.



O Pe. Moreux mostra ainda mais, Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte mas no 29 58'51' N. E, de fato, quem olha o pólo celeste desde essa posição o vê como se estivesse exatamente no paralelo 30 N.

A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi descoberto milênios depois. Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se soubessem dele.



Na ordem geométrica



Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas faces triangulares”.



Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.



A quadratura do círculo e o número Pi


É uma velha preocupação descobrir por cálculos geométrico-matemáticos as proporções de uma figura que tenha a mesma superfície de uma figura diversa. Por exemplo, quanto medem os lados de um quadrado que tem a mesma superfície de um triângulo dado.


A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…) que custou muitíssimo definir.

Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura. Este resultado não é acidental, pois os ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.

Quer dizer, conclui esta parte, o Pe Moreux, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”.



Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis.



ASTROLOGIA E AS PIRÂMIDES:

Fonte: http://universoevida.blogspot.com/




Não há mesmo como fugir da insólita realidade de que em tempos muito recuados e desconhecidos, uma certa raça extremamente tecnológica e evoluída se fez presente na Terra.



As pirâmides, tais como aquelas que se espalham pelo solo marciano, são, por assim dizer, a "marca registrada" de uma fantástica Engenharia que veio a superar os próprios limites da Engenharia.



As provas de uma antiga conexão cósmica existente entre este nosso pequeno planeta e os astros representam outra fortíssima evidência de que nada misterioso e inexplicado daquilo que está espalhado pala face da Terra se tratou de um mero acaso ou sequer de uma simples coincidência.

Os muito precisos corredores da Grande Pirâmide de Gizé, por exemplo, apontam DIRETAMENTE para algumas constelações no exato ponto e nas exatas coordenadas em que se encontravam há dezenas de milênios de anos, antes de a própria Civilização Egípcia lá ter se estabelecido como cultura organizada.

Como a imagem que mostra que as galerias de ar são na verdade indicações diretas a SÍRIUS, ORION, URSA MENOR, ALPHA DRACONIS.



Outra teoria popular afirma que estes dutos são simplesmente um meta-símbolo para a "tranqüila" ascensão da alma na transcendência das barreiras terrenas. De acordo com muitos egiptólogos, o duto representa uma notação simbólica para a ascensão do faraó falecido, ou de algum dignitário egípcio, ao "Duat" (o submundo), onde a alma depois seguiria Osíris a áreas importantes nos céus chamadas de Ihm'sk, o local dos deuses estelares imperecíveis. Se fosse assim, não importaria se os dutos estivessem bloqueados ou não, na medida em que a sua função primeira seria simbólica.

Outra possibilidade é de que estes dutos misteriosos estejam voltados para constelações especiais, seja para a ascensão da alma para uma constelação particular, seja por algum simbolismo superior: mostrando a época do plantio, ou melhor ainda, o local onde vivem os deuses. Por exemplo, se o duto estelar sul na Câmara da Rainha se estendesse para além da Pirâmide durante as primeiras dinastias egípcias, apontaria diretamente para a estrela Sirius na constelação de Cão Maior, a 8,6 anos-luz de distância. Portanto, seja na Câmara do Rei, seja na da Rainha, estes dutos estelares podem ser vistos como pequenos apontadores a laser, que cruzam em linha reta a imensa cantaria da Pirâmide e focalizam-se em áreas estelares distantes que fazem parte de um universo emergente e renovador!



Se investigarmos esta última teoria mais de perto, descobrimos que o duto na Câmara do Rei, bem acima do duto sul na Câmara da Rainha, estendendo-se para fora da Pirâmide, na suposta época da construção da Pirâmide, estaria alinhado com a constelação de Órion. Isto nos lembra o antigo hieróglifo Netat e o sentido da ressurreição de Osíris associada a Órion à medida que o corpo humano e o divino se juntam após a passagem pelo submundo da morte. No lado oposto desse duto, na parede norte da Câmara do Rei, há um outro duto que aponta para uma região polar associada à constelação do Dragão. Este padrão de alinhamento particularmente dual foi criado para mostrar ambas as espirais positivas e negativas para a liberação energética da alma: sendo Órion a região onde se encontra a programação positiva e o Dragão, o antiuniverso devorador.



Há controvérsias em torno desta teoria na medida em que o alinhamento com Órion não é fixo. Ou seja, o preciso alinhamento do duto sul da Câmara do Rei com Órion e do da Câmara da Rainha, ao sul, com Sirius aconteceu num período bem anterior que o do período egípcio clássico ou a Quarta Dinastia (2575-2465 a.C.), a suposta época de construção da pirâmide. No entanto, se a Pirâmide for bem mais antiga, isto poderia explicar por que o conhecimento dos construtores se perdeu. Isto também sugeriria que deve ter havido uma antiga era egípcia com base astrofísica, que de algum modo adquiriu uma sabedoria superior que também foi aplicada no imenso circuito de pavimentos e câmaras inseridos nas pirâmides e em outras estruturas subterrâneas abaixo de Gizé. O livro Timeus de Platão sugere que teria havido antes da sua época (428 a 347 a.C.) uma cultura e uma Sabedoria que se perderam para a humanidade.



Num pequeno estudo que este autor escreveu em 1973, as simulações da relação do duto sul com Orionis nos mapas estelares do passado sugerem ou que o período dinástico iniciou-se numa data bem anterior a que se registra, ou que a pirâmide corresponda a um período pré-dinástico, quando houve o alinhamento dos dutos estelares com as constelações.



Os cálculos dos alinhamentos estelares revelam que há mais de 47 séculos a ciência era extremamente avançada no planeta, a ponto de os construtores poderem transformar as dramáticas idéias de vida e evolução baseadas em equações matemáticas astronômicas, e incorporá-las em pedra para descrever como a evolução natural se estendia pelo cosmo maior. Isto indicaria que a Grande Pirâmide foi construída para ser um tipo de calculadora em pedra da precessão das estrelas associadas ao equinócio, sendo, portanto, o maior computador astrofísico no planeta, construído no mundo antigo para mostrar uma relação com múltiplos campos estelares.



Um dos primeiros documentos a especificar este alinhamento foi O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch, publicado em 1973 [1], e posteriormente, a sua teoria se tornou mais amplamente aceita.



Mesmo que admitidos, estes fatos significativos da orientação dos dutos estelares não podem por si só provar a presença de inteligência superior no projeto da Grande Pirâmide – mesmo observando-se que o seu projeto e execução são tão precisos a ponto de o piso de pedra estar absolutamente na horizontal. Além disso, as três pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos foram construídas numa relação que se assemelha muito ao posicionamento das três estrelas no Cinturão de Órion, Mintaka, Alnitak e Alnilam, a mais de 1.300 anos-luz de distância da terra.



E já está mais do que provado de que as pirâmides de Gizé ostentam uma nítida correlação com a Constelação de Órion. Nada ali foi mesmo erigido por mero acaso.

Por outro lado, descobriu-se também que essas três pirâmides estavam igualmente alinhadas com MARTE no ano 10.399 Antes de Cristo, isto é, cerca de 12 mil anos antes da nossa Era. É, de fato, algo simplesmente estonteante, uma vez que a posição radial que parte da Esfinge irradia diretamente para as constelações que mais tarde formariam o nosso Zodíaco, tudo espantosamente coincidindo com as medições da Antiga Suméria


RESUMO DAS MARCAS EXTRAORDINÁRIAS:

Fonte: http://www.sobrenatural.org/

O monumento maciço mede mais de 230m de lado e tinha, originalmente, 147m de altura, quando as pedras colocadas no ponto mais elevado - que os místicos diziam tratar-se de blocos de ouro - estavam ainda no seu lugar.

A pirâmide é formada por cerca de 2,5 milhões de blocos de calcário. Alguns pesam 15 toneladas

Tem um peso aproximado de 6 milhões de toneladas

A construção ocupa uma área de 5,3 hectares de área

O granito para as câmaras do interior da pirâmide veio de Assuão, a 800 Km, Nilo acima.

Desde o início do trabalho de construção até o seu termino dever ter medeado cerca de 20 a 30 anos.

Supõe-se que foram empregados cerca de 4000 trabalhadores para a sua construção.

É a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que sobreviveu até os dias atuais.

O ângulo de inclinação de seus lados é de 54º54'

Sua base é um quadrado com 229m de lado, e apesar deste tamanho todo é um quadrado perfeito - o maior erro entre o comprimento de cada lado não passa de 0,1%, algo em torno de 2cm, o que é incrivelmente pequeno.

O suposto sarcófago (caixa de pedra) esta localizado no "coração" da estrutura, é de granito preto e esta orientado com as direções da bússola.

O sárcófago é maior do que a entrada da câmara. Só pode ter sido colocado lá enquanto a construção progredia.

Se tomarmos o perímetro da pirâmide e dividi-lo duas vezes pela sua altura, chegaremos ao número pi (3,14159) até o décimo quinto dígito. As chances deste fenômeno ocorrer por acaso são quase nulas. Até o final do século 6 d.C., o pi havia sido calculado até o quarto dígito.

Os seus lados estão alinhados quase exatamente para o Norte, Sul, Leste e Oeste, sofrendo um desvio de apenas 3 minutos. O equivalente contemporâneo é o Observatório de Paris, possui um desvio de 6 minutos.

No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o Sol, se põe exatamente no centro da grande pirâmide e de sua vizinha, a pirâmide de Quéfren.

No dia do solstício de inverno, visto da entrada da Grande pirâmide, o sol nasce exatamente do lado esquerdo da base da cabeça Esfinge e passo por toda a cabeça até se por ao lado direito de sua base.

A pirâmide esta no centro exato da superfície da Terra, dividindo a massa de terra em quadrantes aproximadamente iguais. O Meridiano terrestre a 31º a leste de Greenwich e o paralelo a 30º ao norte do equador são as linhas que passam pela maior parte da superfície terrestre do globo. No lugar onde estas linhas se cruzam esta a grande pirâmide. A Grande Pirâmide é, por assim dizer, o umbigo do mundo.

 Bibliografia:



- Grandes Mistérios, Coleção Planeta, Nº3

- Lugares Misterioso - Atlas do Extraordinário, Volume 1, Editora DelPrado
 
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jin jones

terça-feira, 18 de outubro de 2011



James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 - Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi um líder de seita estadunidense e fundador da igreja Templo dos Povos (Peoples Temple), e mentor do suicídio em massa da comunidade de Jonestown, na Guiana, em 18 de novembro de 1978, com o resultado de 918 mortes, em sua maioria por envenenamento.


 
Jim Jones nasceu no interior do estado de Indiana, filho de um veterano da Primeira Guerra Mundial. A alegação de Jones de que teria ascendência indígena cherokee, por parte da mãe, nunca foi comprovada.

A infância de Jim se passou no período da Grande Depressão causada pela crise econômica de 1929, o que obrigou os Jones a se estabelecerem perto de Lynn, em 1934. Após a separação dos pais, a mãe de Jim mudou-se com os filhos para Richmond, também em Indiana, onde ele concluiu seus estudos em 1948. No ano seguinte, Jim casou-se com Marceline Baldwin, uma enfermeira, e em 1951 finalmente mudou-se para Indianápolis, onde viveu uma década.

Desde a infância, Jim Jones mostrou inclinações místicas e na juventude foi um leitor dedicado de obras políticas e sociais. Também demonstrou simpatia pelo marxismo e pelas reivindicações dos afro-americanos contra a segregação e a discriminação racial, sintetizadas então na militância do ator Paul Robeson, e na candidatura progressista de Henry A. Wallace à presidência dos Estados Unidos, em 1948.

Crítico da ação estadunidense na Guerra da Coreia, Jones aprovou a invasão do sul da península pelo líder comunista Kim Il-Sung, em 1950, e no ano seguinte, tornou-se membro do Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA). O país então estava em plena era do macartismo, o que lhe valeu sanções dentro da Universidade de Indiana e a vigilância permanente por parte do FBI. Jones veio a romper com o CPUSA somente em 1961, quando o partido (alinhado com a política soviética) fez críticas aos excessos de Stalin.


Nessa época, Jones desenvolveu suas ideias sobre a ação política e também começou a buscar uma expressão destas dentro da religião. Em 1952, tornou-se estudante em um seminário metodista, do qual foi expulso por defender a integração racial, e trabalhou algum tempo junto aos batistas do Sétimo Dia.

Em 1954, Jones criou a sua própria igreja em uma área da cidade racialmente integrada. O culto recebeu vários nomes até adquirir a denominação definitiva de Peoples Temple Christian Church Full Gospel (Templo dos Povos), em 1959.

Através do Templo, Jim Jones adquiriu notoriedade e apoio político e da mídia em Indianópolis, contribuindo para por fim à segregação racial em departamentos públicos, restaurantes e hospitais. Em 1960, o prefeito democrata Charles Boswell o nomeou como diretor local da comissão de direitos humanos. No entanto, Boswell e Jones acabaram entrando em atrito quando o líder do Templo foi agredido em uma reunião do NAACP.

Jim e Marceline incentivaram a adoção de crianças de raças diferentes pelos membros de sua igreja. Em 1954, começaram eles próprios a sua Rainbow Family (família “arco-íris”) ao adotar Agnes, uma nativa americana de 11 anos. Nos anos seguintes, os Jones adotaram três órfãos de guerra coreanos, um afro-americano (o primeiro a ser adotado por um casal branco no estado de Indiana, em 1961) e um branco. O casal teve apenas um filho biológico, chamado Stephen Gandhi Jones.

Jim Jones também foi atacado por racistas brancos, que fizeram sucessivas ameaças à sua vida e aos integrantes do Templo, embora seja possível que o próprio Jones tenha manipulado algumas dessas reações em favor de sua pregação político-religiosa.
Com seu trabalho estabelecido em Indianápolis, Jim Jones começou a buscar novas áreas para a expansão de sua seita.

Em 1959, Jim Jones viajou a Cuba após a derrubada do regime de Batista, mas sua tentativa de trazer afro-cubanos para Indiana resultou em fracasso. Em 1961, após prever um ataque nuclear iminente, Jim Jones transferiu-se com sua família para Belo Horizonte(rua maraba 203, bairro de santo antonio], no Brasil, com a ideia de estabelecer um novo local para o Templo. Sem sucesso, transferiu-se em 1963 para o Rio de Janeiro, onde estudou a situação social das favelas cariocas e a mentalidade religiosa local.

Mas a necessidade de resolver conflitos internos na igreja em Indiana forçou Jones a retornar aos Estados Unidos (1965), passando no caminho de retorno pela então colônia britânica da Guiana.
A perspectiva de guerra nuclear – Jones faria uma nova previsão para 15 de julho de 1967 – continuou alimentando os objetivos de expansão de seu culto. Ainda em 1965, Jones começou a transferir a comunidade do Templo dos Povos para Ukiah, na região do vale das sequoias, no estado da Califórnia. Em 1970, já existiam sucursais do Templo em San Francisco e Los Angeles.

O movimento se expandia no país através de caravanas, distribuição de folhetos (especialmente entre viciados em drogas e sem-teto), concentrações em grandes cidades (como Houston, Detroit e Cleveland) e reuniões de testemunho. No entanto, todas as reuniões eram sediadas em San Francisco, que tornou-se a sede da organização em 1972. Em seu auge, em meados dos anos 70, o Templo dos Povos reuniu cerca de 3 mil membros, dos quais 70 a 80% eram afro-americanos pobres. Estatísticas exageradas do próprio movimento subiam seu número para 20 mil pessoas.

As finanças do movimento provinham de doações provenientes de seus membros ou de pessoas influentes. Objetos pessoais de Jones e amuletos eram também vendidos e o Templo chegou a ter estação de rádio e sua própria gravadora de discos.

Após denúncias motivadas pela deserção de oito jovens membros da igreja em 1973, o grupo dirigente do Templo se fechou em torno de Jones e sua liderança pessoal. A partir de então, relatos de ex-membros registram planos e simulações de suicídio coletivo.

Em 1974, o Templo arrendou uma gleba de terra na Guiana, junto à localidade de Port Kaituma, próximo à fronteira com a Venezuela. Ali Jones, com sua família, pretendia erguer o “Projeto Agrícola” do Templo dos Povos, formando a comunidade informalmente denominada de Jonestown. Os primeiros 50 residentes, transferidos da igreja em San Francisco, chegaram em 1977. No ano seguinte, já eram mais de 900 (dos quais 68% eram afro-americanos). Ao mesmo tempo em que o fisco público fechava o cerco contra a isenção de impostos usufruída pelo Templo, Jones se referia de forma hostil ao governo dos Estados Unidos como o Anticristo, em rápida marcha em direção ao fascismo, e ao capitalismo como o regime econômico do Anticristo.

Além disso, pesaram contra Jones acusações de sequestro de crianças de ex-integrantes que tinham abandonado o Templo. O próprio Jones foi acusado de manter sob sua custódia John Victor Stoen, filho biológico de Timothy Stoen, que deixara o Templo em 1977. Stoen apelou ao congressista democrata Leo Ryan, para apelar pela custódia do filho junto ao presidente guianense Forbes Burnham. Em novembro de 1978, o Congresso dos Estados Unidos autorizou uma viagem de Leo Ryan para a Guiana (com a assistência de repórteres da NBC, para investigar as acusações de sequestro movidas contra Jones, bem como informações de que os membros da comunidade em Jonestown viviam miseravelmente.

Outras denúncias incluíam: 1) ameaças físicas e morais aos membros da seita, separados de qualquer contato com suas famílias; 2) tortura psicológica, com privação de sono e de alimentos; 3) exigência de entrega de propriedades e 25% da renda de cada membro da seita; 4) interferências de Jones na escolha do casamento e na vida sexual dos casais; 5) isolamento das crianças em relação aos seus pais; 6) campanha constante junto à mídia para dar uma impressão favorável a Jones e ao Templo.
Ryan e sua comitiva foram recebidos calorosamente em Jonestown, em 17 de novembro de 1978, o que gerou um comentário positivo do congressista a respeito das condições de vida na comunidade isolada na floresta.

Porém, no dia seguinte, a deserção de alguns membros da comunidade (que quiseram se reunir ao retorno da comitiva) criou um clima de tensão no local. Jones concordou com a saída, denunciando os desertores como traidores, e à tarde, Ryan foi atingido por um ataque desferido com faca e teve que apressar a retirada de Jonestown. Ao chegar à pista de pouso do Port Kaituma, o avião que deveria levar Leo Ryan e sua comitiva foi alvejado pela guarda (“Brigada Vermelha”) que fazia a segurança de Jim Jones. Ryan, três repórteres e uma ex-integrante do culto de Jones foram mortos. Foi a única vez em que um congressista dos Estados Unidos foi assassinado no cumprimento do dever.
Assim que chegou a notícia da morte de Ryan, à noite, Jones pôs em prática o suicídio em massa de toda a comunidade de Jonestown, para o qual já havia feito treinamento anteriormente (embora tenha dito que o veneno não era real) em reuniões chamadas de “noites brancas”. Os membros da comunidade foram induzidos a beber um composto líquido (na forma de suco de sabor uva), contendo potássio, cloreto de cianeto e substâncias sedativas. Os que eram pequenos demais receberam na boca ou através de seringas.

A cifra final de mortos chegou a 918, incluindo mais de 270 crianças e quatro que se suicidaram no escritório da seita em Georgetown. Mais de 400 corpos não identificados foram sepultados em Oakland (Califórnia).

Nem todos os integrantes da comunidade morreram na tragédia. No mínimo cinco membros conseguiram fugir ao cerco da guarda e fugir para a floresta durante o ritual de suicídio coletivo que durou, segundo essas testemunhas, cerca de 5 minutos.

O corpo de Jones foi encontrado junto ao pavilhão maior, com um tiro único na cabeça.
Os eventos em Jonestown tiveram grande repercussão nos Estados Unidos e no restante do mundo.

Larry Layton, autor dos disparos contra Ryan, alegou lavagem cerebral mas acabou sendo condenado e permaneceu preso até 2002.

Vários membros da seita, inclusive a própria viúva de Jones, escreveram testamentos deixando seu patrimônio ao Partido Comunista da União Soviética. Jones enviou instruções para que o ativo de 7,3 milhões de dólares fosse levado à URSS através da embaixada soviética na Guiana. No Congresso, a oposição republicana conseguiu endurecer as relações dos Estados Unidos contra a Guiana, acusando o presidente Burnham de corresponsabilidade na tragédia. No entanto, ele permaneceu no poder até sua morte, em 1985, e seu corpo foi mumificado pela equipe do Mausoléu de Lenin, em Moscou.

Antes da tragédia, o Templo já tentara negociar o êxodo da comunidade para a URSS ou outro país do bloco soviético, mas a iniciativa foi recusada por estes países. No início da década de 80, o local onde existia Jonestown foi reocupado por refugiados laocianos.

Nos Estados Unidos, o restante da seita se dispersou. O Templo em Los Angeles foi fechado por falta de verbas e os demais locais da seita passaram a ter outras utilidades. Vários ex-membros relataram o medo de serem eliminados por agentes de Jones que sobreviveram. Michael Prokes, designado para transferir o dinheiro ao PCUS, cometeu suicídio em um março de 1979. Algumas teorias conspiratórias apontam a participação da CIA, mas sem nenhuma evidência real.
Ao contrário de outros grupos classificados como novos movimentos religiosos, o Templo dos Povos não sofreu uma crítica incisiva da mídia como algo que pudesse se tornar nocivo à sociedade.

As informações que a mídia veiculava sobre Jonestown sempre foram expostas no sentido de enaltecer o projeto como uma alternativa socialista e auto-suficiente, vetando informações sobre abusos e sequestros, bem como o vício de Jones em drogas. Até a tragédia de Jonestown, Jones contou com a simpatia da mídia liberal e de lideranças políticas de San Francisco. Jones apoiou decisivamente a eleição do prefeito George Moscone em 1975 e tinha relações próximas com Harvey Milk. Também teve contados por Walter Mondale, Rosalynn Carter, Willie Brown e a radical Angela Davis.

As concepções religiosas de Jim Jones não se enquadram na visão ortodoxa da fé cristã. Jones compreendia o Evangelho como uma ação política radical, sem esperança no além, e sua liderança pessoal como um elemento acima de qualquer crítica dentro de sua igreja.

Apesar de ser chamado “Reverendo”, Jim Jones jamais foi ministro ordenado. Uma de suas prováveis influências religiosas foi o pregador M. J. Divine (1876-1965), que também dirigiu um movimento dirigido à comunidade afro-americana, no Harlem em Nova York. Pregações de Divine eram distribuídas aos membros do Templo, e as ideias dele sobre a adoção podem ter influenciado a Rainbow Family de Jones.

Jones era um adepto da cura pela fé, e via a si mesmo como um profeta, capaz de realizar milagres e com o dom da clarividência. Ao lado das reuniões de milagres para um grande número de pessoas (semelhantes as dos pentecostais desta época), Jones mantinha um constante serviço de assistência social aos mais pobres de sua comunidade. Cerca de metade dos integrantes do Templo em Indianápolis era de afro-americanos.

No decorrer de sua pregação mística, Jones afastou-se ainda mais do cristianismo tradicional e tornou aberto o seu “Socialismo apostólico” (conforme o texto de Atos dos Apóstolos 4:34-35, que Jones relacionou ao lema “de cada um conforme o seu trabalho, a cada um conforme a sua necessidade”, constante na Crítica ao Programa de Gotha, de Karl Marx). Jones afirmou ser a encarnação presente de diversos líderes religiosos ou políticos, como Jesus Cristo, Buda, Gandhi, Marx, Lenin e o próprio M. J. Divine.

No final dos anos 60, Jones já descrevia o cristianismo com uma religião fabulosa, e recusava a validade dos seus dogmas. A Bíblia era rejeitada como um manual escrito por brancos para justificar a sujeição das mulheres e a escravidão negra. O Paraíso não podia ser mais encontrado no além-túmulo e sim na existência terrena, através da luta pela igualdade.

Seus críticos (como Tim Reiterman, um dos sobreviventes de Port Kaituma) o descreveram como um ateu, que apenas dera uma roupagem religiosa ao comunismo político.

Após o caso, várias teorias conspiratórias surgiram. Os familiares não tiveram acesso aos corpos dos seus entes queridos, que foram imediatamente cremados. Há relatos de várias drogas que seriam usadas no acampamento, sugerindo um grande programa de controle mental. Muitos relacionam esse caso com o projeto ULTRA-MK da CIA. Este projeto realmente existiu, mas até hoje não se pode comprovar a ligação dos fatos.

Na cultura

 Jim Jones inspirou o humorista brasileiro Chico Anysio a criar o personagem Tim Tones, interpretado pelo próprio no seu programa Chico Anysio Show na Rede Globo.
 O grupo Titãs cita Jim Jones na canção "Nome aos Bois", do álbum Jesus não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987).
 O grupo estadunidense Concrete Blonde cita "Jonestown" em uma música de mesmo nome do álbum "Mexican Moon" (1993).
 Os Estados Unidos são berço desses tipos de seitas apocalípticas. Como Jim Jones, lá surgiram figuras carismáticas e loucas como David Koresh, John Withcapple, do Heaven's Gate, e o mais famoso de todos, Charles Manson.
 Em uma sátira ao líder, surgiu o nome da banda americana de rock psicodélico The Brian Jonestown Massacre, unindo o primeiro nome à Brian Jones, primeiro guitarrista dos Rolling Stones, e Jonestown ao incidente ocorrido em 1978. Jim Jones também é citado e músicas como Ballad Of Jim Jones e Arkansas Revisited, assim como Charles Manson.
 A banda de heavy metal Manowar compôs uma música baseada nos fatos ocorridos na Guiana,o nome da música é Guyana (Cult of the Damned).
 A banda de heavy metal Francesa "Trust" em "Les sectes" compôs uma música a Jim Jones.
 Guyana Tragedy: The Story of Jim Jones e Jonestown: Paradise Lost, telefilmes sobre a vida de Jim Jones (páginas no IMDB).
 A banda estadunidense Deicide, no seu primeiro album, compôs a música "Carnage in the Temple of the Damned", sobre os fatos do dia 18/11/1978.
FONTE: WINKPÉDIA
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origem do dia das crianças no Brasil

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Dia das Crianças no Brasil foi "inventado" por um político. O deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de criar um dia em homenagem às crianças na década de 1920.


Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.

Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo, pois desde então o dia das Crianças é comemorado com muitos presentes!

Logo depois, outras empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar as vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto.
A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos.

Em outros países

Alguns países comemoram o dia das Crianças em datas diferentes do Brasil. Na Índia, por exemplo, a data é comemorada em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Em 5 de maio, é a vez das crianças da China e do Japão comemorarem!

Dia Universal da Criança

Muitos países comemoram o dia das Crianças em 20 de novembro, já que a ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece esse dia como o dia Universal das Crianças, pois nessa data também é comemorada a aprovação da Declaração dos Direitos das Crianças. Entre outras coisas, esta Declaração estabelece que toda criança deve ter proteção e cuidados especiais antes e depois do nascimento.

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AS BACIAS HIDROGRÁFICAS EM SERGIPE

No Estado de Sergipe existem 06 (seis) Bacias Hidrográficas, que são as bacias do rio São Francisco, Vaza Barris, Real, Japaratuba, Sergipe e Piauí. Os rios: São Francisco, Vaza Barris e Real são rios federais por que atravessam mais de um Estado. Enquanto os rios Japaratuba, Sergipe e Piauí são rios Estaduais, pois suas bacias estão dentro do Estado de Sergipe.
Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba

A Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba possui uma área geográfica de 1 734,59km2, equivalentes a 7,65% do território estadual e abrange 20 municípios, onde estão totalmente inseridos terras de três municípios: Carmópolis, Cumbe e General Maynard e parcialmente dezessete municípios: Aquidabã, Barra dos Coqueiros, Capela, Divina Pastora, Feira Nova, Graccho Cardoso, Japoatã, Japaratuba, Maruim, Malhada dos Bois, Muribeca, Nossa Senhora das Dores, Pirambu, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas, São Francisco e Siriri, localizados na sua maioria na região Vale do Cotinguiba, com uma população urbana com 122.879 habitantes e na área rural com 79.052 habitantes.
A bacia hidrográfica do rio Japaratuba tem sua nascente na Serra da Boa Vista na divisa entre os municípios de Feira Nova e Graccho Cardoso e deságua no Oceano Atlântico, no município de Pirambu. No seu percurso o rio Japaratuba possui planície aluvial muito larga, principalmente nos municípios de Capela e Japaratuba, onde se desenvolve o cultivo da cana-de-açúcar.

A bacia hidrográfica do rio Japaratuba é constituída pelo rio que lhe empresta o nome e tem como principais afluentes: o rio japaratuba mirim, lagartixo, siriri, cancelo e riacho do Prata.

A exploração significativa em termos econômicos para a bacia hidrográfica e especialmente para o estado é o potencial mineral explorado a exemplo do: petróleo, gás natural, sal gema, potássio, calcareo, magnésio, turfa e areia, além da irrigação e expansão da cultura da cana-de-açúcar, também o turismo e lazer, pesca e abastecimento humano e animal. A exploração mineral e a expansão da cana-de-açúcar desperta certa preocupação no que se prende aos fatores de agressão ao meio ambiente, pouca são as ações incrementadas na bacia voltadas para os aspectos de preservação e conservação do ambiente.
Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe

A Bacia Hidrográfica do Rio Sergipe abrange vinte e seis (26) municípios, sendo oito (08) totalmente inseridos: Laranjeiras, Malhador, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Socorro, Riachuelo, Santa Rosa de Lima, São Miguel do Aleixo e dezoito (18) parcialmente inseridos: Aracaju, Areia Branca, Barra dos Coqueiros, Carira, Divina Pastora, Feira Nova, Frei Paulo, Graccho Cardoso, Itabaiana Itaporanga D’Ajuda, Maruim, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Dores, Ribeirópolis, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas, São Cristóvão, Siriri localizados em regiões diferenciadas – semi-árido agreste e zona costeira.

A população residente no território da bacia hidrográfica compreende 1.010.523 habitantes, equivalendo a 56,6% do total do Estado. A maioria expressiva da população, 86,8%, reside em áreas urbanas, ao passo que 13,2% situam-se na zona rural, fato que comprova o acelerado processo de urbanização em curso na bacia hidrográfica, nas últimas décadas, responsável pelo grande passivo ambiental da região e uma significativa transposição de águas provenientes do Rio São Francisco.

Bacia Hidrográfica do Rio Vaza Barris

O rio Vaza Barris nasce no município de Uauá, no estado da Bahia, numa elevação de aproximadamente 500m. Seu comprimento total é de 3.300Km, dos quais apenas 152 km estão no Estado de Sergipe. A área total da bacia hidrográfica é de 17.000 km2, sua maior parte esta no Estado da Bahia, apenas 15% ou seja 2.559 km2 localiza-se no Estado de Sergipe, cobrindo 11,6% da área do Estado. Apesar de sua significativa área hidrográfica, a descarga na Bahia é intermitente e é apenas no Estado de Sergipe que o Vasa Barris se torna um rio perene.

Os tributários principais em Sergipe são os rios Salgado e Traíras, ambos desaguando no rio Vaza Barris em sua margem esquerda.

Quanto ao abastecimento urbano e grande rural, 97.3 mil m3/dia de água são desenvolvidos dentro da bacia, principalmente pelo Projeto da Barragem do Vaza Barris. Desta fonte hídrica, 20.0 mil m3/dia (21%) de água é fornecida à própria bacia e 77.3 m3/dia (79%) a outras bacias. A água consumida na bacia é 42% proveniente da própria bacia e 58% de outras bacias.

Municípios do Estado de Sergipe inseridos na bacia hidrográfica: Carira, Frei Paulo, Pedra Mole, Pinhão, Areia Branca, Campo do Brito, Itabaiana, Macambira, São Domingos, Simão Dias, Lagarto, . Aracajú, São Cristovão, Itaporanga D’ajuda.
Bacia Hidrográfica do Rio Piauí

A Bacia Hidrográfica do Rio Piauí possui uma área geográfica de 4.150 km², equivalentes a 19% do território estadual e abrange 15 municípios, onde estão totalmente inseridos terras de seis municípios: Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Estância, Boquim, Pedrinhas e Arauá e parcialmente nove municípios: Indiaroba, Itabaianinha, Itaporanga D’Ajuda, Lagarto, Poço Verde, Riachão do Dantas, Simão Dias, Tobias Barreto e Umbaúba, localizados em sua maioria na região sul do estado e com uma população de 432.000 habitantes aproximadamente.

A sua bacia hidrográfica está localizada na parte sul do estado, sendo delimitada, aproximadamente, pelas coordenadas geográficas 10°45’ e 11°30’ de latitude sul e 37°15’ e 38°00’ de longitude oeste. Limita-se ao norte com a bacia do rio Vaza Barris; a oeste com o estado da Bahia e com a bacia do rio Real; ao sul com a bacia do rio Real; e, a leste, com o Oceano Atlântico, onde tem a sua desembocadura em terras do município de Estância, no complexo hídrico denominado Barra da Estância.

O rio Piauí constitui-se como um dos mais importantes componentes da rede hidrográfica do estado de Sergipe. O sistema hidrográfico é bastante desenvolvido, sendo constituído pelo curso d’água principal do rio Piauí, e por diversos afluentes de grande porte, destacando-se, pela margem direita, os rios Arauá e Pagão, e, pela margem esquerda, os rios Jacaré, Piauitinga e Fundo.

Os diversos usos das águas na Bacia Hidrográfica como: irrigação, mineração, indústrias, consumo humano e animal, pescam, turismo e lazer estão associados às atividades econômicas, ligados aos setores privado e público, bem como, os principais sistemas hídricos, naturais e construídos, que possibilitam o desenvolvimento da região.

Os problemas ambientais que têm relação direta com os recursos hídricos presentes na bacia hidrográfica do rio Piauí são inerentes a quase todos os municípios brasileiro como: lixeira, esgoto a céu aberto, assoreamento de rios e riachos, pesca predatória, uso indiscriminado de agrotóxicos, extração inadequada de minerais, desmatamento. Esse registro identifica o tipo de relação que a sociedade estabelece com o meio ambiente. Excetuando-se os problemas relacionados com os resíduos industriais presentes nos municípios de Estância, Itaporanga D’Ajuda, Lagarto, Salgado e Simão Dias, os demais estão presentes em todos os municípios.
Bacia Hidrográfica do Rio Real

O rio Real nasce no Estado da Bahia mas percorre até sua foz oito municípios do Estado de Sergipe: Poço Verde, Tobias Barreto, Riachão do Dantas,Cristinapólis. Itabaianinha, Tomar do Geru, Umbaúba, Indiaroba, tendo uma área de 2.568 km2 que corresponde 11,6% do Estado, sua vazão média é de 20,46 m3/seg.

O abastecimento urbano e grande rural tem 8.8 mil m3/dia de água desenvolvidos dentro da bacia, principalmente pelo projeto de elevação do dique da Barragem do Jabeberí. Desta fonte hídrica, 8.5 mil m3/dia (96%) de água são fornecidos à própria bacia e 0.4 mil m3/dia (4%) a outras bacias. A água consumida dentro da bacia é 42% proveniente da própria bacia e 58% de outras bacias hidrográficas.

fonte: comite de bacias hidrograficas
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rios de sergipe.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011






















































































  • O rio Capivara é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe. Ele nasce na serra negra, no estado da Bahia, passando pelos os municípios Sergipanos de Nossa Senhora da Gloria, Monte Alegre e Porto da Folha. Onde em Porto da Folha passa pelo o perimetro urbano entre os bairro da Lagoa Salgada e Rua de Cima, até chegar à sua foz no rio São Francisco, no povoado Ilha do Ouro, municipio de Porto da Folha.

    O rio Cágado é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem esquerda.

    O rio Campanha é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem direita.

    O rio Ganhamoroba é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem esquerda.
    O rio banha a cidade de Maruim, localizada a 30Km da capital sergipana, Aracaju.

    O rio Jacarecica é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem direita.

    O rio Jacaré, também conhecida como Vereda do Romão Gramacho, é um rio brasileiro que banha o estado da Bahia. É um rio intermitente, localizado à margem direita do rio São Francisco. Banha cidades como Morro do Chapéu e Barra do Mendes.

    O rio Jacoca é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem direita.

    O rio Japaratuba é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    A bacia do rio Japaratuba tem aproximadamente 92 km de extensão, a menor do estado de Sergipe. O rio nasce na Serra da Boa Vista, na divisa entre os municípios de Feira Nova e Graccho Cardoso, e deságua no oceano Atlântico, no município de Pirambu. O rio atravessa áreas agrícolas com cultivos de cana-de-açúcar e coco.

    O rio Lajes é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem direita.

    O rio Parnamirim é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem esquerda.

    O rio Piauí é um rio brasileiro intermitente que banha o estado de Sergipe. É a segunda maior bacia hidrográfica do estado com 132km de extensão,nasce em Riachão do Dantas. Banha os municípios de Lagarto,Estância,Boquim e Arauá.

    O rio Pitanga é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem direita

    O rio Pomomba é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem esquerda.

    O rio Poxim é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes da margem direita do rio Sergipe.
    Na sua foz separa o Bairro 13 de Julho da Coroa do Meio na cidade de Aracaju.

    O rio Real é um rio brasileiro que banha os estados da Bahia e de Sergipe, dava nome à Vila de Campos do Rio Real (atual município de Tobias Barreto) e ao município baiano de Rio Real. Nasce na Bahia.

    O rio Salgado é um rio brasileiro que banha o estado de Sergipe.
    É um dos principais afluentes do rio Sergipe, pela margem esquerda




    O rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d'água do Brasil e de toda a América do Sul. Conforme estudos, sua nascente real e geográfica está localizada no município de Medeiros, Minas Gerais. Na Serra da Canastra no município de São Roque de Minas, Minas Gerais encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a errônea chamada nascente histórica, qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão. Seu nome indígena é Opará e também é carinhosamente chamado Velho Chico.
    Apresenta dois estirões navegáveis: o médio, com cerca de 1.371 km de extensão, entre Pirapora (MG) e Juazeiro (BA) / Petrolina (PE) e o baixo, com 208 km, entre Piranhas (AL) e a foz, no Oceano Atlântico.
    O rio São Francisco atravessa regiões com condições naturais das mais diversas e tem cinco usinas hidroelétricas.
    As partes extremas superior e inferior da bacia apresentam bons índices pluviométricos, enquanto os seus cursos médio e submédio atravessam áreas de clima bastante seco. Assim, cerca de 75% do deflúvio do São Francisco é gerado em Minas Gerais, cuja área da bacia ali inserida é de apenas 37% da área total.
    A área compreendida entre a fronteira Minas Gerais-Bahia e a cidade de Juazeiro(BA), representa 45% do vale e contribui com apenas 20% do deflúvio anual.
    Os aluviões recentes, os arenitos e calcários, que dominam boa parte da bacia de drenagem, funcionam como verdadeiras esponjas para reterem e liberarem as águas nos meses de estiagem, a tal ponto que, em Pirapora (MG), Januária (MG) e até mesmo em Carinhanha (BA), o mínimo se dá em setembro, dois meses após o mínimo pluvial de julho.
    À medida que o São Francisco penetra na zona sertaneja semi-árida, apesar da intensa evaporação, da baixa pluviosidade e dos afluentes temporários da margem direita, tem seu volume d'água diminuído, mas mantém-se perene, graças ao mecanismo de retroalimentação proveniente do seu alto curso e dos afluentes no centro de Minas Gerais e oeste da Bahia. Nesse trecho o período das cheias ocorre de outubro a abril, com altura máxima em março, no fim da estação chuvosa. As vazantes são observadas de maio a setembro, condicionadas à estação seca.

     

    História

    Descobrimento


    Mapa da extensão total do rio São Francisco. Em seus 2.830 km o rio passa por cinco estados brasileiros.
    Como escreveu Guimarães Rosa, sua história tem sido a história do sofrimento de um rio que há mais de quinhentos anos é fonte de vida e riqueza. Seu descobrimento é atribuído ao navegador florentino Américo Vespúcio, que navegou em sua foz em 1501. O nome é homenagem a São Francisco de Assis, festejado naquela data. A 4 de Outubro de 1501, uma expedição de reconhecimento descia a costa brasileira, rente ao litoral, comandada por André Gonçalves e Américo Vespúcio e vinda do Cabo de São Roque. A região da foz era habitada pelos índios, que a chamavam Opará, que significa algo como “rio-mar”. Outra expedição, em 1503, chegou à foz, comandada por Gonçalo Coelho, outra vez com Américo Vespúcio. O rio era visitado apenas nas cercanias da foz, pois a mata, a caatinga desconhecida e as tribos ferozes impediam os brancos de penetrar na terra.[carece de fontes?]

    Expedições, entradas, bandeiras

    Em 1522, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, fundou a cidade de Penedo, no atual estado de Alagoas. Foi o primeiro núcleo povoador das margens, fundada a quase 40 quilômetros da costa. A localização estratégica do povoado, à porta do sertão, mereceu também atenção dos holandeses, tanto que, mais tarde, em 1637, conseguiram nele erigir um forte.
    Os franceses já frequentavam a costa, e com certeza por volta de 1526 na foz do rio São Francisco, tanto que uma pequena baía, próxima à foz, recebeu o nome de Porto dos Franceses. Nas proximidades, ocorreu o famoso naufrágio de uma nau que levava D. Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo do Brasil. Escapando do naufrágio, em 1556, foi preso e devorado pelos índios Caetés que aí viviam. As tribos indígenas que ali viviam eram chamadas, pelos tupis, de tapuias pois era assim que chamavam qualquer tribo que não tivesse a mesma língua. Havia basicamente na costa do Brasil dois grupos distintos: os tupis e os gês.
    A colonização do vale do médio rio se efetuou em duas épocas distintas, a segunda delas quase um século depois da outra. Os primeiros estabelecimentos no médio São Francisco iniciaram-se no extremo a jusante. Exploradores de Olinda, fundada em 1534, e de Salvador, em 1549, se aventuraram pelo vale do rio entre dificuldades imensas, dadas à agressividade da natureza e à presença de selvagens. Um dos primeiros núcleos de colonização foi estabelecido em Bom Jesus da Lapa. Uma expedição vinda de Olinda, entre 1534 e 1550, chegou à região, atingindo Lapa. Anos depois outra expedição, de Salvador, aí esteve. Na metade do século, um grupo de 200 homens fundou ali um estabelecimento e numerosas fazendas de gado. No fim do século XVII a história registra a existência de uma fazenda de gado, próxima à atual cidade da Barra, o principal posto de abastecimento do médio São Francisco.

    Com a autorização da Coroa portuguesa, em 1543 começou a criação de gado, atividade que marca a história do vale. A exploração se limitava ao litoral, principalmente por causa dos indígenas. Os pancararus, atikum, kimbiwa, truká, kiriri, tuxás e pancararés, são remanescentes atuais dos povos antigos. Mas lendas sobre riquezas inacreditáveis atraíam aventureiros. A cobiça, pois se pensava encontrar ouro e pedras preciosas, acabou fazendo com que se aventurassem. Corriam, sobretudo em Porto Seguro, informações delirantes sobre tribos que se enfeitavam com ouro, pedras verdes, cristalinos diamantes. Por ordem do rei D. João III, o governador-geral Tomé de Sousa determinou a exploração do rio, em 1553, a Francisco Bruza de Espinosa, que formou a primeira entrada de penetração, levando um jesuíta basco, João de Azpilcueta Navarro. O roteiro dessa viagem e uma carta do padre são os primeiros documentos que descrevem o rio São Francisco. Não se acharam, porém, as sonhadas minas de ouro e prata como havia nas terras espanholas do Alto Peru.

    Duarte Coelho Pereira, governador, organizou uma expedição cujos navios entraram pela foz, tendo lutado contra os franceses ali encontrados, que faziam escambo com os indígenas, e os expulsou. Nessa oportunidade, navegou poucas léguas rio acima. Em 1560, um filho de Duarte Coelho, Duarte Coelho de Albuquerque, o segundo donatário de Pernambuco, com Jorge, seu irmão, lutou cinco anos contra os caetés.

    Em 1561, o rio foi visitado pela expedição de Vasco Rodrigues de Sousa e, em 1575, na entrada denominada de "Mata-Negro". Marco de Azevedo viajou ao interior com um grupo, em 1577. Sabe-se, também, que em 1583 João Coelho de Sousa penetrou o sertão e chegou ao rio.
    Em 1587, o governador Luís de Brito determinou a exploração do rio São Francisco e entregou a responsabilidade a Sebastião Álvares, numa iniciativa fracassada. Gaspar Dias de Ataíde e Francisco Caldas viram uma sua expedição dizimada em 1588. Em 1590, Cristóvão de Barros entrou pela região que hoje é o estado de Sergipe, até o baixo São Francisco, estabelecendo um caminho que serviria aos colonizadores e como defesa contra os franceses.

    Em 1595, um descendente de Caramuru, Melchior Dias Moreira, de acordo com carta escrita ao Conde de Sabugosa, teria penetrado e ultrapassado o rio São Francisco. Guiados pela cobiça, os colonizadores foram dizimando os índios, que fugiam para o planalto central. Assim, ergueram-se os primeiros e pequenos arraiais, iniciando o domínio da região, onde o ouro e as pedras preciosas.
    A alcunha «rio da integração nacional» se deve às entradas e bandeiras que nos séculos XVII e XVIII usaram-no como rota para penetrar no interior. Seu outro nome, «rio dos Currais» se deve por ter servido de trilha para fazer descer o gado do Nordeste até a região das Minas Gerais, sobretudo, no início do século XVIII, quando se achava ali o ouro que fez afluir milhões de pessoas à terra e fazendo, assim, a fortuna de muita gente e, afinal, integrando a região Nordeste às regiões Leste, Centro-Oeste e Sudeste.

    Em 1675, jazidas de ouro são encontradas em afluentes do São Francisco pela bandeira de Lourenço de Castanho que massacrou os cataguases da região. Entre as dezenas de expedições dos bandeirantes que palmilharam o São Francisco contam-se Matias Cardoso, Domingos Jorge Velho, Domingos Sertão, Borba Gato e Domingos Mafrense - este último subiu alguns afluentes, chegando às nascentes do rio Parnaíba. Em sua homenagem, há uma cidade chamada Vila Mafrense, no município de Paulistana, Piauí.

    Nesta época, os reinóis enfrentavam ainda a resistência de escravos fugitivos. Os quilombos formavam uma verdadeira república negra que desafiou por muito tempo o domínio da Coroa. Em 20 de dezembro de 1695, uma tropa mercenária, contratada por Portugal e os usineiros de açúcar da capitania de Pernambuco, destruiu o último foco da resistência armada dos escravos, ligadas ao famoso Quilombo dos Palmares.

    O Ciclo do ouro começou realmente com a bandeira de Fernão Dias Paes Leme, nas últimas décadas do século XVII. O rio das Velhas e o rio São Francisco formavam o caminho natural para o litoral e para o Reino. São Francisco acima subiam as mercadorias necessárias às minerações e fazendas, os barcos que regressavam traziam ouro. Logo se formaram quadrilhas de assaltantes nas estradas e, principalmente, no rio. Para combatê-las, as autoridades designaram bandeirantes como Matias Cardoso de Almeida, seu filho Januário Cardoso e Domingos do Prado Oliveira. Como muitas quadrilhas se refugiavam nas aldeias indígenas, o fato serviu de pretexto a expedições genocidas, como a que Januário Cardoso e o português Manuel Pires Maciel Parente comandaram, destruindo a da maior aldeia indígena daquela região - Itapiraçaba, dos índios caiapós. Também no século seguinte o bando de Domingos do Prado Oliveira destroçou a grande aldeia dos Guaiabas, na ilha fronteira a São Romão, pavoroso genocídio no início do século XVIII. Este bandeirante e sua gente tinham como base o povoado de Pedras de Cima, depois denominado Pedras dos Angicos.

    Haveria mais de cem famílias paulistas chamado desde 1690 no chamado «distrito dos couros», que era o vale do São Francisco, com as zonas ribeirinhas dos afluentes, que teriam origem nos expedicionários bandeirantes chamados ao Norte contra os tapuias e os quilombos, que como Borba Gato se dedicam inicialmente ao gado - entre seus descendentes muitos dos contrabandistas que no século XVIII sangram os Quintos do rei, rio abaixo, de bubuia, pelos direitos que se arrogam como detentores das datas e por crescentes exações da Real Fazenda, como o quinto e as capitações. Os paulistas estarão sempre entre os fautores dos movimentos armados do início da capitania de Minas - a guerra dos Emboabas, a rebelião de Pitangui, os famigerados motins do sertão com as românticas figuras de D. Maria da Cruz e do Padre Antônio Mendes Santiago

     O sistema de sesmarias


    O Rio São Francisco em 1635, por Frans Post.
    A ocupação só ocorreu por meio do sistema de sesmarias. O rio São Francisco ocupava parte das terras atribuídas à Casa da Torre de Garcia d'Ávila e à Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito. Garcia d'Ávila se apoderou de suas terras em 1573: eram mais de 70 léguas entre o rio São Francisco e o rio Parnaíba no Piauí. Historiadores dizem que, residindo na Praia do Forte, próximo a Salvador, e possuindo uma Carta de Sesmaria, pois era fidalgo, o Garcia D'Ávila avançou em direção ao São Francisco, construindo em distâncias certas um curral e uma choupana, onde deixava 20 novilhas e um touro, e, para cuidar do rebanho, um casal de escravos. Tornou-se assim o primeiro latifundiário do São Francisco. Apossou-se das terras de forma irregular, pois o capítulo 26 do Regimento trazido por Roque da Costa Barreto determinava que, não se desse a pessoa alguma tanta quantidade de terra que a não pudesse cultivar ele próprio, tirando-as a quem assim não o cumprisse. Não era bem o modo como Garcia D'Ávila ocupou o sertão.

    A Casa da Ponte, entretanto, recebeu como indenização por serviços prestados e gêneros fornecidos às guerras, 960 quilômetros de margem de rio, que tinham início no Morro do Chapéu, no atual município de Jacaraci, estado da Bahia, estendendo-se até as nascentes do rio das Velhas, em Minas Gerais.

    Em 1637, os holandeses invadiram o povoado de Penedo por causa de sua localização estratégica na foz do rio, onde construíram o forte Maurício, em homenagem a Maurício de Nassau. O domínio holandês permaneceu forte até 1645, quando os portugueses retomaram a região. Outro fator importante da ocupação foram as missões religiosas, iniciadas por frades capuchinhos bretões a partir de 1641. No período da ocupação holandesa, o próprio Maurício de Nassau esteve no São Francisco, tendo dominado a área alagoana, até Penedo.

    No sertão do São Francisco a pessoa mais importante foi Manuel Nunes Viana, que se tornou dono da maior fortuna do São Francisco pois obteve procuração da filha do senhor da Casa da Ponte, Isabel Guedes de Brito, para administrar as terras de herança e cobrar o foro sobre a sesmaria. E de homem pobre Manuel Nunes se transformou em potentado em gado e terras, durante o ciclo do couro, no vale do São Francisco, ajudando ainda ao contrabando do ouro para o porto de Salvador e desafiando o conde de Assumar em Vila Rica

    Missões religiosas

    Ajudaram a ocupação as missões, registradas na região a partir de 1641. Franciscanos capuchinhos bretões instalaram os primeiros aldeamentos. Em um relato do frade Martim de Nantes se percebe o comportamento atrabiliário da família de Garcia d'Ávila, em constantes desentendimentos com os franciscanos. Os frades reclamavam da constante interrupção das missões que geralmente instalavam nas ilhas, áreas mais férteis; ora, os vaqueiros da Casa da Torre, no período da seca, que ali dura seis meses por ano, empurravam os rebanhos para comer a lavoura dos índios, obrigando-os a buscar alimento na caça, dispersando-se na caatinga e interrompendo o trabalho de catequese.

    Atritos entre missionários e os herdeiros de Garcia d'Ávila permeiam a correspondência entre os sacerdotes e seus superiores. Culminaram na reprovação da ação dos barbadinhos bretões, por parte das viúvas da Casa da Torre. E afinal, na proibição oficial de qualquer comunicação da região com a do sul. Descoberto o ouro nas terras que ficariam conhecidas como Minas, temia a corte o descaminho pelo porto de Salvador, fazendo assim escapar do controle do governo a parte de 20% (o quinto) que cobrava o rei de Portugal. Assim, a carta régia de 1701 proíbe "quaisquer comunicações daquela parte dos sertões baianos com as minas dos paulistas nos sertões mineiros", ameaçando de severas penas os infratores. O que na verdade não impediu o contrabando, mas o tornou mais difícil… O isolamento seria prejudicial pois a região estagnou por falta de contato com comunidades mais cultas. Diz Lacerda: "Atravessa a região o século XIX em melancólico torpor, apenas sacudida pela curiosidade de alguns naturalistas botânicos e geógrafos que a visitaram, e pelo estrelejar das brigas de bandos adversos, facções medievais, como guelfos e gibelinos de gibão encourado, perpetuando rixas familiares, generalizando, com encontros intermitentes, as questões domésticas dos senhores do rio.» Mas o isolamento serviu por outro lado para gerar uma sociedade muito particular, com suas lendas, mitos, folguedos, medos, suas crenças, vocabulário.

    Século XVIII

    O Alto São Francisco só foi colonizado a partir da descoberta do ouro, ao término do século XVII e no começo do século XVIII. A região era apenas percorrida no século XVII por exploradores, provavelmente vindos do Norte, sem qualquer povoamento. Descoberto o ouro em 1698, no sítio onde se ergue hoje Ouro Preto, o Alto São Francisco se desenvolveu em consequência da prosperidade mineira, que se expandia. Muitos paulistas se fixaram no alto São Francisco, fundando cidades que hoje têm seus nomes. A descoberta de ouro em Goiás, por volta de 1720, intensificou o povoamento. Já no Baixo São Francisco, o povoamento foi dificultado pela formação de aldeamentos de escravos fugitivos dos engenhos.
    Desde o início do século XVIII o desbravamento do São Francisco era completado por gente de Salvador e Recife. Para a fixação, concorreu a descoberta de ouro em Jacobina, no médio vale, junto da cabeceira de seu o afluente o rio Salitre, e pelo povoamento do Piauí, Maranhão e Ceará. Desenvolveram-se as fazendas de criação de gado.
    O alto São Francisco a essa altura, estava também povoado e era cruzado pelas rotas de penetração que se dirigiam a Goiás ao longo da qual muita gente se fixava, na exploração de diamantes e ouro ou em fazendas de pecuária. João Leite da Silva Ortiz, auxiliar de Anhanguera, que em 1722 descobriu ouro em Goiás, terminou por viver no local onde se ergue hoje Belo Horizonte, montando fazenda na serra das Congonhas.

    Durante o século XVIII, as contínuas descobertas de minerais e pedras provocaram novas colonizações nas áreas montanhosas, causando no vale do rio poucas alterações. Montes Claros, na bacia do rio Verde Grande, teve início neste século como uma área agrícola, e hoje é uma das cidades mais importantes.

     Século XIX

    Por volta de 1800 a indústria da mineração começou a declinar, e muitas cidades e povoados diminuíram em tamanho e importância. A agricultura substituiu a mineração. Cidades nascidas da mineração, subsistem da agricultura.

    Os primeiros estudos sobre o aproveitamento do potencial sócio-econômico foram realizados no século XIX. Em 1852, o engenheiro francês Emmanuel Liais foi contratado pelo Imperador Dom Pedro II para estudar o rio e as possibilidades de desenvolvimento de sua navegação. Em 1855, o alemão Henrique Halfeld, contratado pelo Império, desenvolveu estudos semelhantes. Os trabalhos de Halfeld e Liais são considerados os mais importantes do século XIX pela abrangência e pelo rigor técnico.

    Transposição


    Mapa da Transposição - Fonte:Agência Brasil/Governo Federal.
    A transposição do rio São Francisco se refere ao polêmico e antigo projeto de transposição de parte das águas do rio São Francisco, no Brasil, nomeado pelo governo brasileiro como "Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional". O projeto é um empreendimento do Governo Federal, sob responsabilidade do Ministério da Integração Nacional – MI. Orçado atualmente em R$ 4,5 bilhões, que prevê a construção de dois canais que totalizam 700 quilômetros de extensão. Tal projeto, teoricamente, irrigará a região nordeste e semi-árida do Brasil. A polêmica criada por esse projeto tem como base o fato de ser uma obra cara e que abrange somente 5% do território e 0,3% da população do semi-árido brasileiro e também que se a transposição for concretizada afetará intensamente o ecossistema ao redor de todo o rio São Francisco.[1] Há também o argumento de que essa transposição só vai ajudar os grandes latifundiários nordestinos pois grande parte do projeto passa por grandes fazendas e os problemas nordestinos não serão solucionados.[2] O principal argumento da polêmica dá-se sobretudo pela destinação do uso da água: os críticos do projeto alegam que a água será retirada de regiões onde a demanda por água para uso humano e dessendentação animal é maior que a demanda na região de destino e que a finalidade última da transposição é disponibilizar água para a agroindústria e a carcinicultura.

     Geografia

    Segundo fontes governamentais,[3] tem uma extensão de 2 830 km e uma declividade média de 8,8 cm/km. A média das vazões na foz é de 2 943 m³/s, e a velocidade média de sua corrente é de 0,8 m/s (entre Pirapora, Minas Gerais e Juazeiro, Bahia).

    O rio São Francisco banha cinco estados, recebendo água de 90 afluentes pela margem direita e 78 afluentes pela margem esquerda, num total de 168 afluentes, sendo 99 deles perenes. É um rio de grande importância econômica, social e cultural para os estados que atravessa. Folcloricamente, é citado em várias canções e há muitas lendas em torno das carrancas (entidades do mal) que até hoje persistem. Os trechos navegáveis estão no seu médio e baixo cursos. O maior deles, entre Pirapora e Juazeiro - Petrolina, com 1 371 km de extensão, pode ser analisado em três subpartes, devido a algumas características distintas de seus percursos. O primeiro subtrecho, que se estende de Pirapora até a extremidade superior do reservatório de Sobradinho, próximo à cidade de Xique-Xique, tem 1.074 km de extensão. No médio São Francisco, a navegação é exercida pela FRANAVE, com frota de comboios adequada às atuais condições da via.

    Foz do Rio São Francisco em Piaçabuçu-AL.
    As principais mercadorias transportadas são cimento, sal, açúcar, arroz, soja, manufaturas, madeira e principalmente gipsita. No baixo e médio São Francisco, promove-se o transporte de turistas em embarcações equipadas com caldeiras a lenha. Atualmente o rio São Francisco está sendo transposto. O que está dividindo opiniões entre brasileiros que vivem nos estados banhados pelo rio.
    Características físicas
    • Declividade Média: 8,8 cm/km
    • Média das Vazões na Foz: 2.943 m³/s
    • Velocidade Média de Corrente: 0,8 m/s (entre Pirapora - MG e Juazeiro - BA).

    Principais afluentes

     Condições pluviométricas

    As condições pluviométricas, no baixo curso do São Francisco, diferem das constatadas no médio e alto cursos. No baixo vale os meses mais chuvosos são, geralmente, os de maio, junho e julho. O período de estiagem perdura de setembro a fevereiro, sendo outubro o mês menos chuvoso.

    No médio e alto vales as maiores precipitações vão de novembro a março. O período menos chuvoso inicia-se em abril, estendendo-se até outubro, sendo junho, julho e agosto os meses de menores precipitações.

    Importância econômica


    O Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso é um conjunto de usinas, localizado na cidade de Paulo Afonso, que produz 4.000 megawatts de energia, gerada a partir so desnível natural de 80 metros da cachoeira de Paulo Afonso, no rio São Francisco.
    O rio São Francisco é também o maior responsável pela prosperidade de suas áreas ribeirinhas compreendidas pela dominação de Vale do São Francisco, onde cidades experimentaram maior crescimento e progresso como Petrolina em Pernambuco e Juazeiro na Bahia devido a agricultura irrigada. Essa região apresenta-se atualmente como a maior produtora de frutas tropicais do país, recebendo atenção especial, também, a produção de vinho, em uma das poucas regiões do mundo que obtêm duas safras anuais de uvas.

     Hidrovia

    Equivalente a distância entre Brasília (DF) e Salvador (BA), essa é, sem dúvida, a mais econômica forma de ligação entre o Centro Sul e o Nordeste.

    Com o seu extremo sul localizado na cidade de Pirapora (MG), a hidrovia do São Francisco é interligada por ferrovias e estradas aos mais importantes centros econômicos do Sudeste, além de fazer parte do Corredor de Exportação Centro-Leste. Ao norte, nas cidades vizinhas a Juazeiro (BA) e Petrolina(PE), a hidrovia está ligada às principais capitais do Nordeste, dada a posição geográfica destas duas cidades.

    O rio São Francisco oferece condições naturais de navegação durante todo o ano, cuja profundidade varia de acordo com o regime de chuvas (calado). Seu porto mais importante é o de Pirapora (MG), interligado aos portos fluviais de Petrolina(PE) e Juazeiro(BA) e aos marítimos de Vitória(ES), Rio de Janeiro (cidade) (RJ), Santos (SP), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto de Suape (PE), através de rodovias e ferrovias.

    Em grande parte do vale do São Francisco as áreas mais propícias ao aproveitamento agrícola situam-se às margens do mesmo. Por esse motivo a maior parcela da população do vale se encontra nas proximidades do rio.

    A hidrovia do São Francisco, através do programa "AVANÇA BRASIL", passa por uma etapa de grandes intervenções físicas. Aliadas a isso estão as ações de operacionalidade da via.
    Todas essas ações permitirão que a hidrovia do São Francisco atenda a crescente demanda de tráfego, não só na região ribeirinha, mas de todo o país, consolidando-se, assim, como um dos principais elos entre o Sudeste e o Nordeste.

     Condições de navegabilidade

    O rio São Francisco oferece condições naturais de navegação entre Pirapora-MG e Petrolina-PE/Juazeiro-BA, durante todo o ano, com variação de calado segundo o regime de chuvas. É navegável em seus trechos Médio e Baixo, sendo o Médio São Francisco compreendido entre Pirapora-MG e Petrolina-PE / Juazeiro-BA e o Baixo entre Piranhas-AL e a Foz. Devido as diferentes características físicas existentes ao longo da via navegável, subdivide-se o trecho Pirapora-MG a Petrolina-PE/Juazeiro-BA em 03(três) subtrechos, a saber:

    Trecho do rio São Francisco entre os municípios de Ponto Chique e Várzea da Palma, em Minas Gerais.
    Este trecho com 1.015 km de extensão, apresenta condições bastantes distintas entre o período de estiagem e o de cheia, ocorrendo variações de níveis de até 6,00 m. Na cheia o leito do rio é largo e regular, com estirões naturalmente navegáveis. No período de estiagem, a área molhada é menor, o talvegue se desenvolve entre ilhas e bancos de areia móveis ao longo do canal, que é desobstruído a medida que se torna necessário para manter a segurança da hidrovia. Há também, a existência de travessões rochosos e pedrais em alguns trechos, pedrais junto a margem e pedras isoladas no leito do rio, que são devidamente sinalizados e balizados, garantindo navegação segura. Quanto aos bancos de areia estima-se um volume anual de dragagem na ordem de 150.000m3 a 250.000m3, dependendo das condições do rio. Para todos os pedrais existentes, é feita sinalização com placas e bóias, e para alguns deles são feitos estudos quanto a possibilidade de derrocamento.

    Neste trecho a navegação é feita pelo Lago de Sobradinho ao longo de 314 km, caracterizando-se como navegação lacustre com excelentes profundidades.

    Trecho com 42 km de extensão e largura variando de 300 a 800m, garante calado de 2,00 m para uma vazão da Barragem de Sobradinho de 1.500m3 /seg. (A vazão defluente regularizada da U.H. de Sobradinho é de2.063m3 /seg).
    Trecho navegável do Cânion do São Francisco, entre o Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso e a Usina Hidrelétrica de Xingó.
    Piranhas-AL à Foz
    Com uma extensão de 208 km, apresenta navegação turística.
       
     
     
    FONTE: WIKPÉDIA
     
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